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Drones na linha de frente da inovação

Flávio Beraldo

Por Flávio Beraldo

6 de dezembro de 2017

O que, há poucos anos, parecia uma imagem distante, pouco a pouco, se materializa em diversos países a cada dia. Drones ajudando no trabalho de bombeiros; registrando imagens em alta qualidade para empresas; fiscalizando barragens; colaborando com a agricultura; inspecionando obras; ampliando o acesso à internet em lugares remotos. Suas aplicações na logística, no estoque, na publicidade e em tantas outras frentes do comércio eletrônico são apenas uma pequena parcela do que essas máquinas são capazes de fazer.

As correntes mais pessimistas podem levantar o argumento de que os altos custos dos equipamentos inviabilizam seu uso de forma ampla. Acontece que, para além do investimento próprio de gigantes da tecnologia, um mercado empreendedor, especializado e cada vez mais profissional está surgindo. Seria o que alguns já chamam de drones-as-a-service. Empresas que dominam as soluções e suas variáveis, oferecendo o equipamento certo de forma customizada para “aluguel” em ações específicas. Tornando a tecnologia acessível a diferentes portes de negócio. Afinal, o que mais se busca hoje é agregar inovação e tecnologia à sua imagem, não é mesmo?

Drones pelo mundo

Na China, a segunda maior transportadora do país já começou a testar drones robustos em suas entregas. Nos Estados Unidos, uma das maiores transportadoras privadas do país também já dá os primeiros passos utilizando drones em zonas rurais. No Japão, a Rakuten Drone foi além. Em outubro deste ano, a empresa lançou uma parceria com a rede de lojas de conveniência Lawson para fazer delivery de comidas quentes para a população da cidade de Minamisoma, província de Fukushima.

A região sofreu, em 2011, com o terremoto e a tsunami que atingiram a costa leste do país e resultaram no desastre da Central Nuclear de Fukushima (The Fukushima Daiichi Nuclear Power Plant). Desde então, muitas famílias ainda têm dificuldade de percorrer grandes distâncias para fazer suas compras. Agora, com o serviço, o consumidor faz o pedido nos pontos de vendas móveis da rede, caminhões estacionados em algum ponto da cidade. Segundos depois, o drone levanta voo, direto da loja física, levando consigo o prato quente e pronto para ser consumido. O comprador não paga nada a mais por isso.

O “pedido inaugural” da parceria foi uma porção de frango frito que cruzou os céus, percorrendo cerca de 2.7 km, até chegar às mãos do comprador. Já imaginou, passar por uma experiência assim em um ponto de venda próximo a você? “Diz-se que isso é uma revolução industrial no céu”, afirmou Hiroshi Oikawa, Ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão. No país, iniciativas como esta, vêm se multiplicando. Em 2016, a região recebeu um campo de teste para robôs (Robot Testing Field). Trata-se de um espaço de 50 hectares, dedicado ao estudo, desenvolvimento e teste de robôs e outras tecnologias de ponta para grandes tarefas urbanas, que ultrapassam os limites da logística do comércio eletrônico ou físico.

Barreiras reais

E o que falta para termos drones ao alcance de todos. Um dos pontos críticos para o avanço dessa tecnologia vem sendo a regulação do espaço aéreo, um fator polêmico não só no Brasil, mas, inclusive, em grandes potências mundiais, como os Estados Unidos. Por aqui, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) só aprovou, em maio deste ano, o regulamento para o que denomina como “aeronaves não tripuladas”. A regulação brasileira observou alguns parâmetros já aplicados, por exemplo, pela Federal Aviation Administration (FAA), nos Estados Unidos, a Civil Aviation Safety Authority (CASA), na Austrália, e a European Aviation Safety Agency (EASA), na União Europeia.

A Agência classificou os equipamentos em dois tipos: Aeromodelo (fim de recreação) e Aeronave Remotamente Pilotada ou RPA (outra finalidade, como comercial, corporativa ou experimental). Os drones, no entanto, não podem circular a uma distância de 30 metros horizontais de uma pessoa sem que ela tenha autorizado, além de precisarem seguir as regras definidas de acordo com seu peso máximo de decolagem que varia de “abaixo ou igual a 25 kg” até “acima de 150kg”. Apesar do teor restritivo, a regulação trouxe o que o setor há muito esperava para decolar no país: segurança jurídica.

Segundo o organizador da feira DroneShow, Emerson Granemann, em entrevista à Folha de São Paulo, com esse novo cenário nacional, as mais de 700 empresas que atuam no ramo no país poderão abraçar projetos e receber investimentos mais robustos. Notícias recentes já sinalizam que essa previsão tem se confirmado.

De olho no futuro

A consultoria Gartner já projetou um aumento na receita global de 34% para o mercado de drones, ultrapassando os US$ 6 bilhões neste ano. A previsão é de que se chegue em US$ 11,2 bilhões até 2020. Imagine mais de 3 milhões de drones produzidos em um ano, 39% a mais em comparação com 2016. Os números são otimistas e levam a crer que as aplicações dos drones para o e-commerce dominarão a logística. E mais. Encontrarão muitos outros caminhos de beneficiar a cadeia do comércio como um todo, reduzindo custos, riscos e perdas e aumentando a produtividade, a qualidade e o lucro em velocidades cada vez maiores.

*Esta matéria foi escrita pela Rakuten Digital Commerce, um ecossistema completo para a sua loja virtual. Conheça as soluções no site!